Foz
Underground – Como surgiu a banda?
Everaldo –
Surgiu em meados de 1998. No começo a proposta era fazer um rapcore
(mistura de Rap com hardcore), mais com o decorrer do tempo fomos
analisando e vendo que o som era mais pra hardcore/punk. Foi um negocio
de colégio mesmo, como todo mundo começa, juntamos os amigos e ninguém
tinha nada, ninguém sabia tocar, mais fomos comprando os instrumentos
aos poucos, batalhando e estamos aí.
Foz
Underground – Qual foi a primeira formação?
Voney – Eu
na guitarra e vocal, Everaldo na bateria e Kleber no baixo e vocal.
Foz
Underground – Qual
é a influência de cada integrante?
Everaldo – Bom,
minha influência é totalmente punk hardcore (Cambio Negro HC, muito
punk nacional Cólera, Ratos do Porão, só som nacional e de gringo
Exploited, Dead Kennedys, Varukkers.
Foz
Underground – Tem
alguma banda que te influencio mais?
Everaldo – Para
mim foi Cambio Negro HC e de som gringo Exploited.
Marquinhos
– Sou
totalmente eclético, escuto Ação Direta, Calibre 12, também as
bandas nacionais Dorsal, Torture Squad. A banda que mais me influenciou
foi Ação Direta.
Voney
– É
o Megadeath. Atualmente estou só no punk hc, que tem o lance de atitude
é mais a ver com nosso modo de vida e com o que pensamos.
Kleber
– A
banda que influenciou mesmo acho que não tem nem uma, gosto de varias,
mais coisas nacional. Não gosto de som gringo porque tem muita coisa
boa aqui, tipo Ação Direta, Cólera, Ratos de Porão, coisa boa tá
ligado? Não precisa pagar pau para gringo. Tem coisas de gringo que
escuto mas não gosto. Tem várias que escuto, não tem como falar de
uma.
Foz
Underground – Quantas
musicas próprias vocês já tem?
Everaldo – Dezesseis
que a gente está atualmente. Agora vou querer ajuda da galera aí, as
que agente pode destacar são as mais recentes, como Chakau, Sigma Six,
Kaus, Vida Sofrida, Violência Urbana, Orgulho Punk.
Foz
Underground – Vocês
já tem material gravado?
Everaldo –
Temos um CD gravado que colocamos o nome de “Pragas Urbanas”, só
que não foi lançado por motivo de verba, que é o mais difícil. Temos
uma demo com gravação que fizemos com camaradas. Tem bastante material
mas não conseguimos lançar ainda.
Foz
Underground – Depois
daquele lance que ocorreu numa apresentação no Taberna, o que mudou na
banda?
Everaldo – Mudou
muita coisa. É igual aquele velho ditado “é apanhando que se
aprende”. Mas aquela não foi a primeira e nem acho que vai ser a
ultima, isso está sujeito a acontecer com todo mundo. Bom, mudou muita
coisa, acho que agente amadureceu mais a formação. os caras estão
empolgados e estamos aí, lutando, não deixamos aquilo abafar a banda não,
estamos lutando, fazendo som novo.
Foz
Underground – Depois
desse fato vocês chegaram a pensar em parar?
Everaldo –
Sim, a gente estava com essa idéia, mas todo mundo estava querendo o
contrário afinal, tanto tempo de luta, são seis anos e não dá para
jogar fora tudo que fizemos. Nós iríamos parar, mais aí sentamos e
conversamos sobre o bom senso da coisa e resolvemos continuar porque não
vai ser uma simples briguinha que vai fazer o Extrema parar não, a
gente vai lutar até o fim.
Foz
Underground – Como
está a nova formação?
Volney –
Estou achando muito boa, porque o Marquinhos veio para ficar. A gente
deu uma pegada nova, um gás novo no som, inclusive algumas musicas estão
mais rápidas. Pretendemos manter a essência do punk que é o que a
gente faz e continuar variando os sons, fazer mais porrada e outras mais
calmas.
Foz
Underground – O
vocal do Volney está mais nervoso?
Kleber –
Ficou legal, mas as musicas novas estão sendo assim, mas não vai ficar
nessa mesma linha, vamos manter a essência da coisa, mais tem aquela
variação, igual o Volney falou, o Marquinho veio para ficar e ele está
dando aquela força na banda, o pessoal esta se esforçando mais e
botando pra quebrar.
Foz
Underground – Marquinhos,
como é tocar com uma das bandas mais antigas do HC iguaçuense?
Marquinhos – Está
sendo ótimo. Conheço os caras faz um tempão. Entrei e
agora tem sangue novo na área, vamos arrebentar tudo. O que os
caras falaram das influências, a linha da banda vai seguir, só que terá
aquelas variações de musicas e vou dar meus pulos.
Foz
Underground – Onde
estão rolando os ensaios?
Everaldo –
Na minha, esta quase pronto o estúdio, por hora estamos atormentando a
vizinhança.
Foz
Underground – Vocês
estão com algum projeto?
Voney – Temos
vontade de fazer um show agora só com as bandas de Foz de punk e HC e
também queremos entrar em estúdio até julho ou agosto e gravar um
disco legal mesmo com bastante musicas do jeito que a gente.
Kleber
–
Como temos muitas gravações, agora vamos fazer uma e botar essa força
nova, fazer o negocio acontecer. Com certeza o pessoal vai gostar e o
show que estamos pensando em organizar não é só pra ser mais um show
qualquer e sim pra ter um movimento voltado pra coisa aqui na Vila
“C”. O lance está florescendo e a molecada nova está com a
influencia da banda, estão montando bandas novas como o Desespero HC,
aqui da Vila. Os caras estão detonando também e tem um monte de gente
aqui que está envolvido com a coisa e o negocio é divulgar para
acontecer a cena. Não é só gravar e lançar, é pegar e fazer
acontecer.
Foz
Underground – O
que vocês estão achando do underground local?
Everaldo –
Bom, vou falar da cena punk e não do underground. A do punk está
voltando a ativa com as bandas se empenhando, fazendo som novo e botando
a cara para fazer. Está interessante. Eu acho que se todo mundo
batalhar e continuar do jeito que está aí, em breve estaremos na cena
nacional, que tem tudo para dar certo com as bandas boas aqui, tem tudo
para rolar no movimento nacional. O underground de Foz é aquele negócio,
está sempre na ativa, quem começa das antigas está sempre batalhando
em tudo que é buraco, mas não morre.
Foz
Underground – Esse
projeto de show é para lançar o zine Ação e Revolução?
Everaldo – Isso.
A gente está fazendo um zine chamado Ação e Revolução. É o
primeiro zine e já esta com o segundo engatinhado. Esse projeto é pra
juntar todas as bandas punks e HC da cidade, porque tem muita gente que
curte mas é um num bairro aqui e no outro, e fica aquela coisa perdida,
está todo mundo perdido. Esse projeto já conseguiu fazer, em Botucatu
(São Paulo) tem o movimento lá e tenho correspondência com os caras
de lá. Então a gente está tentando reunir toda as bandas daqui e
organizar shows, eventos, teatros, fazer rolar tudo na mesma coisa para
gente ter nosso movimento punk da cidade.
Foz
Underground – Quantos
serão feitos e como serão distribuídos ?
Everaldo
–
Bom, isso será igual aquele velho dilema, a gente está xerocando e o
que conseguirmos xerocar vamos distribuir. A distribuição será de mão
em mão, vamos, de repente, fazer um show para lançar o zine, mais vai
ter para baixar na internet.
Foz
Underground – Para
encerrar, qual a mensagem do Extrema para os leitores?
Kleber –
Nós estamos com força total para fazer o movimento acontecer. Tem
bastante bandas na cidades e cada um para um lado, o pessoal nunca se reúne
para trocar uma idéia para passar e fazer assim, assado, cada banda tem
que ter seu empenho próprio e ir atrás das coisas e não querer
mastigado. Nós já tentamos fazer muitas coisas aqui voltadas ao
movimento underground, só que sempre acaba virando em nada, porque os
caras querem tudo na mão. Teve aquele lance da D’japú (Associação
Underground de Foz do Iguaçu), correram atrás mas só que depois foi
morrendo e nunca mais se ouviu falar. Isso é coisa antiga, Mufi o
pessoal vem falando e falando só que sempre querem o lance mastigado,
querem chegar e tocar, ganhar, querem transporte mas tem gente que não
vai atrás para fazer cartaz, arrumar um patrocínio e um espaço para
tocar, tem pessoas que vão só pra destruir. A galera tem que mudar um
pouco e se conscientizar do que cada um pode fazer. É isso. O Foz
Underground é legal porque vai divulgar o lance aqui e fora daqui, o
acesso a internet tudo mundo já tem, qualquer lugar você paga um, dois
reais e fica uma hora na net,
as pessoas podem ver informações variadas de tudo que é lugar. O
lance do site não é só daqui, é para divulgar as bandas.
Volney
– Eu
gosto muito da iniciativa do Foz Underground, porque as bandas sem apoio
e divulgação não são nada, nunca vão conseguir chegar a lugar
nenhum, mesmo que a banda tenha muitos contatos, tem gente que lava as mãos
para outras coisas, só porque tem contatos em todos os lugares, de
repente um lance desses que você estão fazendo, o pessoal não vai
valorizar. Eu mesmo acho que tem que valorizar e dar o maior apoio e o
que a gente puder passar para você, vamos te ajudar. Valeu.
Marquinhos
–
O site é muito legal, entrei e conferi as fotos do ultimo show de um
ano da Family Roots. É isso aí, o site ajuda na divulgação das
bandas, só que na minha opinião as bandas é que tinham que correr atrás
do site, porque o que interessa para o site interessa, também para as
bandas, é divulgação e não é só Foz do Iguaçu vê, tudo mundo que
entra na internet de alguma
forma tem acesso, isso é bom para as bandas, para Foz e o site.
\n';
document.write(barra);
}
}
changePage();
style="text-align:justify">Everaldo
–
A principio eu queria agradecer ao Welvis pelo espaço da entrevista, é
o que o Marquinho falou não é o Foz Underground que tem que correr
atras das bandas e sim as bandas tem que correr atrás da divulgação.
O site é muito bom, está divulgando, abrindo espaço. |